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A casa dos budas ditosos João Ubaldo
"Se todo mundo soubesse da vida sexual de todo mundo, ninguém se dava com ninguém." Nota: Livro escrito para a coleção Plenos Pecados, dos quais Ubaldo ficou com o tema Luxúria. Eu li. Vale a pena conferir! Semeado por Ana Flora às 15h14 [] [envie esta flor] Drummond Quarto em desordem Na curva perigosa dos cinqüenta que não sabe como é feita: amor a nuvem que de ambígua se dilui verdade tão final, sede tão vária
Em teu crespo jardim, Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas
Sugar e ser sugado pelo amor Sugar e ser sugado pelo amor
Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
Semeado por Ana Flora às 14h44 [] [envie esta flor] Florbela Espanca A tua voz na primavera Manto de seda azul, o céu reflete Sinfonia de luz meu corpo não repete
Meus pequeninos seios cor-de-rosa, Para os teus beijos, sensual, flori! Semeado por Ana Flora às 14h42 [] [envie esta flor] No corpo Ferreira Gullar
De que vale tentar reconstruir com palavras O sonho na boca, o incêndio na cama. A poesia é o presente. Semeado por Ana Flora às 14h39 [] [envie esta flor] A uma mulher amada Safo
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro! Sinto um fogo sutil correr de veia em veia Uma nuvem confusa me enevoa o olhar. Semeado por Ana Flora às 14h32 [] [envie esta flor] Meu desejo Álvares de Azevedo
Meu desejo? era ser a luva branca Meu desejo? era ser o cortinado Meu desejo? era ser o teu espelho Meu desejo? era ser desse teu leito Meu desejo? era ser a voz da terra Semeado por Ana Flora às 15h46 [] [envie esta flor] Para ler
O velho e o mar - Ernest Hemingway Santiago, um velho pescador cubano que ficara 84 dias sem pescar nada, promete acabar com a sua onda de azar. Sua sorte tem a forma de um merlin gigante, o maior peixe que já pescara. Após três dias de luta com o merlin no Golfo do México, Santiago volta para o porto e a razão de seu combate transformara-se numa carcaça por tubarões. Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez O livro conta a história de Macondo, uma cidade mítica, e a dos descendentes de seu fundador, José Arcadio Buendía, durante um século. Usando recursos do realismo mágico, estilo que ajudaria a difundir a partir de seu lançamento, em 1967, o livro mescla revoluções e fantasmas, incesto, corrupção e loucura, tudo tratado com naturalidade. A história começa quando as coisas não tinham nome e vai até a chegada do telefone. A revolução dos bichos - George Orwell O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros. Sidarta - Hermann Hesse O livro narra a busca de Sidarta pela iluminação na Índia. Educado, bonito, filho de um homem rico, ele procura a luz com os Samanas, que vivem para pensar, esperar e jejuar. Descobre Buda, mas não aceita sua doutrina. É iniciado nos jogos do amor por uma cortesã, mas só encontra a decadência e decide abandonar tudo. Torna-se então balseiro num rio junto ao sábio Vasudeva e só então conhece a redenção. Nota: Li esses livros quando era adolescente. Estava me lembrando deles e resolvi sugeri-los. Sinopses extraídas da Biblioteca Folha Semeado por Ana Flora às 11h54 [] [envie esta flor] Costumes Roberto Carlos
Eu pensei Eu pensei Não pensei De manhã Os costumes me falam de coisas Um final de programa E então eu me vejo sozinho como estou agora De repente, ser livre Como posso esquecer dos costumes Semeado por Ana Flora às 15h04 [] [envie esta flor] Meditação Tom Jobim e Newton Mendonça
Quem acreditou Semeado por Ana Flora às 16h03 [] [envie esta flor] Uma palavra Chico Buarque
Palavra viva Palavra dócil Palavra minha Talvez à noite Palavra boa Semeado por Ana Flora às 13h45 [] [envie esta flor] Para minha namorada
ontem à noite Semeado por Ana Flora às 11h05 [] [envie esta flor] Banho de Gata
Michele Pfeiffer e aquela "lambidinha" em Batman - o retorno. P.S. Claro que a foto ficaria melhor se eu estivesse no lugar dele...rs Semeado por Ana Flora às 10h15 [] [envie esta flor] A arte de ser feliz Cecília Meireles
Houve um tempo em que minha janela se abria Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, Semeado por Ana Flora às 10h04 [] [envie esta flor] Ser jovem Mac Arthur - 1945
Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos; envelhecemos porque abandonamos nosso ideal. Os anos enrugam o rosto; renunciar ao ideal enruga a alma. As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são os inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte. Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, como a criança insaciável: E depois? Que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida.
E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus, então, se compadeça de tua alma de velho. Semeado por Ana Flora às 11h12 [] [envie esta flor] Aos amigos - Longe é um lugar que não existe II
É um anel para você usar. Cintila com uma luz especial e não pode ser tirado por ninguém, não pode ser destruído. Somente você, no mundo inteiro, pode ver o anel que lhe dou hoje, como fui o único que pude vê-lo quando era meu. O anel lhe dá um novo poder. Usando-o, você pode alçar vôo nas asas de todos os pássaros que voam, pode ver através dos olhos dourados deles, pode tocar o vento que passa por suas penas macias, pode conhecer a alegria de se elevar muito acima do mundo e suas preocupações. Pode permanecer no céu por tanto tempo quanto quiser, através da noite, pelo nascer do sol; e quando sentir vontade de outra vez descer, suas perguntas terão respostas, suas preocupações terão acabado. Como tudo o que não pode ser tocado com a mão nem visto com o olho, seu presente se torna mais forte à medida que o usa. A princípio, pode usá-lo apenas quando está fora de casa, contemplando o pássaro com quem você voa. Mais tarde, porém, se usá-lo bem, vai funcionar com pássaros que não pode ver, até que finalmente acabará descobrindo que não precisa do anel nem de pássaro para voar sozinho acima da quietude das nuvens.E quando esse dia chegar, deve dar seu presente a alguém que saiba que irá usá-lo bem, alguém que possa aprender que as coisas que importam são as feitas de verdade e alegria, não as de lata e vidro. Rae, este é o último dia especial de comemoração a cada ano que estarei com você, tendo aprendido o que aprendi com os nossos amigos, os pássaros. Não posso ir ao seu encontro porque já estou com você. Você não é pequena porque já é crescida, brincando entre suas vidas como todos fazemos, pelo prazer de viver. Você não tem aniversário porque sempre viveu; nunca nasceu, jamais haverá de morrer. Não é a filha das pessoas a quem chama de mãe e pai, mas a companheira de aventuras delas na jornada maravilhosa para compreender as coisas que são. Cada presente de um amigo é um desejo de felicidade. É o caso deste anel.
Richard Bach Semeado por Ana Flora às 22h32 [] [envie esta flor] Aos amigos - Longe é um lugar que não existe
Rae Hansen convida o amigo Richard Bach para sua festa de aniversário, mesmo sabendo que sua casa ficava além de desertos, tempestades e montanhas. Richard Bach parte no coração de um beija-flor para descobrir as verdades que sempre conheceu a respeito da amizade e do amor, de crescer e viver. Para as relações de amizade que não dependem de tempo e espaço, esta é uma maravilhosa oportunidade de compartilhar pensamentos. - Rae! Obrigado por me convidar para a sua festa de aniversário! Começo a viagem no coração do beija-flor, que há tanto tempo você e eu conhecemos. Ele se mostrou amigo como sempre, mas ficou espantado quando lhe disse que a pequena Rae estava crescendo e que eu estava indo à sua festa de aniversário, levando um presente. - Claro que estou indo à festa. - respondi. - O que há de tão difícil de se compreender nisso? Ele ficou calado e só voltou a falar quando chegamos à casa da coruja: - A pequena Rae está crescendo e estou indo à sua festa de aniversário com um presente. - falei para a coruja. Estranhei dizer indo depois da conversa com Beija-Flor, mas falei assim mesmo para que Coruja compreendesse. - Claro que ela é pequena, porque não é crescida - respondi. - O que há de tão difícil de se compreender nisso? - A pequena Rae está crescendo e estou indo à sua festa de aniversário com um presente. - falei para Águia. Estranhei agora falar indo e pequena, depois das conversas com Beija-flor e Coruja, mas falei assim mesmo para que Águia compreendesse. Voamos juntos sobre as montanhas, subindo nos ventos. E Águia finalmente disse : - Claro que é aniversário. - respondi. - Vamos comemorar a hora que Rae começou e antes da qual ela não era. O que há de tão difícil de se compreender nisso? - A pequena Rae está crescendo e estou indo à sua festa de aniversário com um presente. - falei para Gavião. Estranhei falar indo, pequena e aniversário, depois das conversas com Beija-flor, Coruja e Águia, mas falei assim mesmo para que Gavião compreendesse. - Claro que ela está crescendo - respondi. - Rae está mais perto de ser adulta, mais um ano longe de ser criança. O que há de tão difícil de se compreender nisso? Eu conhecia o bom senso de Gaivota. Voamos juntos, pensei com muito cuidado e escolhi as palavras, a fim de que, ao falar, Gaivota soubesse que eu estava aprendendo: Gaivota sobrevoou o mar, as colinas, as ruas, foi pousar suavemente em seu telhado. E disse: (Continua no próximo post) Semeado por Ana Flora às 22h30 [] [envie esta flor] Para viver um grande amor Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausura-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só, vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado para chatear o grande amor. Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vaidade é desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, além de ser fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor. Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor. É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, estrogonofes - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra a cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia saber gastar dinheiro com poesia - para viver um grande amor. É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada para viver um grande amor. Semeado por Ana Flora às 18h07 [] [envie esta flor] Elegia Drummond
Ganhei (perdi) meu dia. E baixa a coisa fria também chamada noite, e o frio ao frio em bruma se entrelaçam, num suspiro. E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava, os grandes sóis violentos, me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto, ao serro frio. Perdi minha alma à flor do dia ou já perdera bem antes sua vaga pedraria? Mas quando me perdi, se estou perdido antes de haver nascido e me nasci votado à perda de frutos que não tenho nem colhia? Gastei meu dia. Nele me perdi. De tantas perdas uma clara via por certo se abriria de mim a mim, estrela fria. As arvores lá fora se meditam. O inverno é quente em mim, que o estou berçando e em mim vai derretendo este torrão de sal que está chorando. Ah, chega de lamento e versos ditos ao ouvido de alguém sem rosto e sem justiça, ao ouvido do muro, ao liso ouvido gotejante de uma piscina que não sabe o tempo, e fia seu tapete de água, distraída. E vou me recolher ao cofre de fantasmas, que a notícia de perdidos lá não chegue nem açule os olhos policiais do amor-vigia. Não me procurem que me perdi eu mesmo como os homens se matam, e as enguias à loca se recolhem, na água fria. Dia, espelho de projeto não vivido, e contudo viver era tão flamas na promessa dos deuses; e é tão ríspido em meio aos oratórios já vazios em que a alma barroca tenta confortar-se mas só vislumbra o frio noutro frio. Meu Deus, essência estranha ao vaso que me sinto, ou forma vã, pois que, eu essência, não habito vossa arquitetura imerecida; meu Deus e meu conflito, nem vos dou conta de mim nem desafio as garras inefáveis: eis que assisto a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo de me tornar planície em que já pisam servos e bois e militares em serviço da sombra, e uma criança que o tempo novo me anuncia e nega. Terra a que me inclino sob o frio de minha testa que se alonga, e sinto mais presente quando aspiro em ti o fumo antigo dos parentes, minha terra, me tens; e teu cativo passeias brandamente como ao que vai morrer se estende a vista de espaços luminosos, intocáveis: em mim o que resiste são teus poros. E sou meu próprio frio que me fecho Corto o frio da folha. Sou teu frio. E sou meu próprio frio que me fecho longe do amor desabitado e líquido, amor em que me amaram, me feriram sete vezes por dia em sete dias de sete vidas de ouro, amor, fonte de eterno frio, minha pena deserta, ao fim de março, amor, quem contaria? E já não sei se é jogo, ou se poesia. Semeado por Ana Flora às 17h38 [] [envie esta flor] Vencedores A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho. William Douglas
Equipe masculina de vôlei posa junto com o 4º troféu Semeado por Ana Flora às 17h54 [] [envie esta flor] A aliança Luís Fernando Veríssimo
Semeado por Ana Flora às 11h53 [] [envie esta flor] Dançar pra não dançar! Bom humor é vitamina e salva amores anêmicos!
Tensão, irritação, falta de paciência, incapacidade de ver o lado bom da vida e cara feia não são, em hipótese alguma, afrodisíacos. Muito pelo contrário, são verdadeiros agentes brochantes e inibidores do amor. Relaxe, baby! Está mais do que provado que pessoas bem-humoradas, receptivas a brincadeiras, de bem com a vida, alegres e dispostas a encontrar uma saída para os problemas – ao invés de um problema para qualquer saída – são muito mais facilmente amadas, desejadas e queridas. Acredite se quiser, tem gente que já se acostumou tanto a manter-se carrancuda que mais do que ter um motivo, elas têm uma mania: mania de cara feia; ou seja, nem se dão conta de que estão constantemente mal-humoradas, afastando os outros, dando a impressão de que são portadoras de alguma espécie de vírus que provoca insatisfação, zica, azar! Acordar ao lado de alguém que se sente privilegiado por estar vivo, com saúde e sendo capaz de reconhecer as coisas boas da vida é realmente muito mais gratificante do que acordar com alguém que parece ter dormido de cabeça para baixo e sem a companhia dos morcegos, porque nem eles o suportam. Infelizmente, existem muitos mal-humorados que se comportam desta maneira somente quando chegam em casa. Sinceramente, não consigo pensar numa razão que justifique tal comportamento, mas arrisco-me a dizer que se sentem incapazes de se satisfazerem consigo mesmos, com suas conquistas – ou a completa falta delas – e acreditam, muito equivocadamente, que a pessoa amada é obrigada a suportar todas as suas neuroses e frustrações, como se fizesse parte do relacionamento.
Ser bem-humorado é ser leve, é ser uma pessoa gostosa, rir, gargalhar, enxergar a graça e a magia de cada dia, do sol, da chuva, das flores, das cores e de cada um. O bom humor altera o organismo de quem o pratica e de quem convive com os bem-humorados. Mude a sua dinâmica, melhore o seu humor e tente, ao menos tente, enxergar o lado positivo de cada situação. Assim, você estará contribuindo significativamente para devolver a força, a saúde e a luminosidade do seu amor.
Dançar faz bem ao corpo, a mente e à saúde geral do organismo, além do prazer que esta atividade gera. A dança é ainda um meio de aproximar as pessoas, desinibi-las, melhorando o relacionamento humano. Bolero, samba, fox, rock, não importa. Importante mesmo é soltar o corpo e divertir-se! Então... tá esperando o quê?!
Bom final de semana! Semeado por Ana Flora às 11h19 [] [envie esta flor] A bunda dura Autoria desconhecida
A) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra. C) Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho - só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada. D) Bunda dura:
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua. Semeado por Ana Flora às 19h21 [] [envie esta flor] Paralelas Ana Flora
Parte Todo Uma razão separa Teu lado e o meu Um sentido aproxima Meu corpo e o teu Linhas Planos opostos pa r a l e l a s Semeado por Ana Flora às 23h52 [] [envie esta flor] Madrugada Ana Flora
Traz tua ausência
É mais que um desejo cantado
Foste como um pensamento Ficou o descontentamento.
Mesmo assim hei de sonhar Semeado por Ana Flora às 23h42 [] [envie esta flor] Centenário de Neruda A palavra
... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que, se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que, nunca mais, se viu no mundo ... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras. Pablo Neruda: Neftalí Ricardo Reyes - Poeta chileno (Parral 1904 - Santiago 1973). Semeado por Ana Flora às 18h03 [] [envie esta flor] Neruda Teu Riso
Tira-me o pão, se quiseres, Não me tires a rosa, A minha luta é dura e regresso Meu amor, nos momentos À beira do mar, no outono, Ri-te da noite, Plena mulher
Plena mulher, maçã carnal, lua quente, Vês estas mãos?
Vês estas mãos? Semeado por Ana Flora às 18h01 [] [envie esta flor] Alegria Ana Flora
Bicicleta, bola, boneca Balanço de rede, quintal Bachianas, Bilac, Bandeira Bala de goma, fogueira Brinquedos do meu festival. Bonita, brejeira, Brasil Beijando na boca - disfrute Biquíni, busto, batuque Bailando em dias de abril. Bela, como te espero! Bicota, batom, bailariana Beijo de doce menina Botando luz nas retinas Brilho do meu coração. Semeado por Ana Flora às 10h03 [] [envie esta flor] Estrada do sol
É de manhã, vem o sol Quero que você me dê a mão Me dê a mão Tom Jobim e Dolores Duran Semeado por Ana Flora às 00h44 [] [envie esta flor] O Poema do Semelhante Elisa Lucinda
![]() O Deus da parecença
que nos costura em igualdade que nos papel-carboniza em sentimento que nos pluraliza que nos banaliza por baixo e por dentro, foi este Deus que deu destino aos meus versos, Foi Ele quem arrancou deles
a roupa de indivíduo e deu-lhes outra de indivíduo ainda maior, embora mais justa. Me assusta e acalma
ser portadora de várias almas de um só som comum eco ser reverberante espelho, semelhante ser a boca ser a dona da palavra sem dono de tanto dono que tem. Esse Deus sabe que alguém é apenas
o singular da palavra multidão É mundão todo mundo beija todo mundo almeja todo mundo deseja todo mundo chora alguns por dentro alguns por fora alguém sempre chega alguém sempre demora. O Deus que cuida do
não-desperdício dos poetas deu-me essa festa de similitude bateu-me no peito do meu amigo encostou-me a ele em atitude de verso beijo e umbigos, extirpou de mim o exclusivo: a solidão da bravura a solidão do medo a solidão da usura a solidão da coragem a solidão da bobagem a solidão da virtude a solidão da viagem a solidão do erro a solidão do sexo a solidão do zelo a solidão do nexo. O Deus soprador de carmas
deu de eu ser parecida Aparecida santa puta criança deu de me fazer diferente pra que eu provasse da alegria de ser igual a toda gente Esse Deus deu coletivo
ao meu particular sem eu nem reclamar Foi Ele, o Deus da par-essência O Deus da essência par. Não fosse a inteligência da semelhança seria só o meu amor seria só a minha dor bobinha e sem bonança seria sozinha minha esperança Semeado por Ana Flora às 23h47 [] [envie esta flor] Os Ombros Suportam o Mundo Drummond
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Alguns, achando bárbaro o espetáculo Clique no link e ouça esse poema! http://www.cantoseprosas.hpg.ig.com.br/drummond/os_ombros_suportam%20_o_mundo.mid Semeado por Ana Flora às 20h04 [] [envie esta flor] Este amor Caetano Veloso Se alguém pudesse ser um siboney
Se alguém, judeu, iorubá, nissei, bundo,
(Tua boca brilhando, boca de mulher,
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