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Luz, câmera, ação!

A vida é uma peça de teatro

que não permite ensaios.

Por isso, cante, ria,

dance, chore

e viva intensamente

cada momento da sua vida.

Antes que a cortina se feche

e a peça termine

sem aplausos. 

Charles Chaplin 

 

Feliz Ano Novo!



Semeado por Ana Flora às 02h59
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Âmbar

Adriana Calcanhotto

Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim, tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado

Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico
Que vazasse nos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado
E ganhasse as canoas, aqui, do outro lado

Tudo plugado, tudo me ardendo
Tá tudo assim, queimando em mim
Como salvas de fogos
Desde que, sim, eu vim
Morar nos seus olhos...

ouça



Semeado por Ana Flora às 02h01
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Desabrochar

 Pétalas



Semeado por Ana Flora às 01h47
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Preparando a árvore

clique aqui



Semeado por Ana Flora às 11h54
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Vale a pena se a alma não é pequena

     Viver   

 Louis Armstrong - What a wonderful world



Semeado por Ana Flora às 08h41
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Presente de Natal

  

     Desejos   



Semeado por Ana Flora às 15h32
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Amor, Brasil!

Doida pra ver meu sonho se realizar

Coração civil
Milton Nascimento

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria, muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu  país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser a amizade
Quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada 
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Vou sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal   
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?
Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim, dizendo a minha utopia, eu vou levando a vida
Eu vou viver bem melhor       
Doido pra ver meu sonho teimoso um dia se realizar

Clique e ouça

Boas Festas!



Semeado por Ana Flora às 12h01
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Exclamação

Ana Flora

Exclama, ação, exclama!
Sai dessa trama, move a inércia, canta a canção!
Exclama, ação, exclama!
Grita seu canto, move sua trama, cria outro drama!
Exclama, ação, exclama!
Saboreia outra cor, pinta outra vida, clama outro amor!

Só meu calor não me aquece
Sua ausência me faz frio
Meu carinho te percorre
E cada lágrima que escorre
Faz com que em mim floresça
O prazer de renascer
Porque não te tenho, mas te sei
Tanto quanto anseio saber de mim
(Em mais um dia sem prazer)
É outro momento de sentir
E afagar
Solitariamente
O desejo que arde em mim

Eu te amo - Zizi Possi



Semeado por Ana Flora às 21h32
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Eros e Psique

Fernando Pessoa


Amore e Psiche (Eros e Psiquê). Grupo de mármore de Canova, terminado por Adamo Tadolini (1789/1868) em 1824. Villa Carlotta, Como (Itália). © Elsie DeCou, University of California (Santa Cruz).

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

 Bethânia declamando


Eros e Psiquê de Louis David (1748/1825), atualmente no Cleveland Museum of Art


Antonio Canova, 1757-1822.  Psyché ranimée par le baiser de l'Amour. Rome, 1793



Semeado por Ana Flora às 10h47
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José

Drummond

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?


E agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

Você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e  tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio, - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você  gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!

 
Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

Clique e ouça a voz do poeta



Semeado por Ana Flora às 09h45
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Me faz bem

Carlos Coutinho

Me faz bem
O teu jeito de se enroscar,
De chegar mansinho, se aninhar,
De me fazer teu par
Me faz bem,
Esse jeito bom de gostar,
Viajar veredas que são mistério maior
Que o fundo do mar
Bem...
Me faz bem,
Arrepio de imaginar
Me perder no lume do teu olhar,
Respirar, tocar o teu corpo solto no cio
Me faz bem
Ser o velho lobo do mar
Que não cansa de navegar
Pois muito tesouro existe por lá
Me faz bem teu jeito de amar
Tens mais mistério do que o mar

Gal Costa



Semeado por Ana Flora às 09h53
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Cigano

Djavan

Te encontrar, dar a cara pro teu beijo

Correr atrás de ti feito cigana

Me jogar sem medir

Ouça



Semeado por Ana Flora às 11h53
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Liberdade

Qualquer maneira de amor

vale a pena

Milton Nascimento



Semeado por Ana Flora às 11h44
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A linha e o linho

Gilberto Gil

 

É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão

A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore,
O ninho da beleza

Ouça



Semeado por Ana Flora às 14h01
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Flora

Gilberto Gil 

Terei flores com certeza

Debaixo da tua sombra

 

Clique e ouça 



Semeado por Ana Flora às 13h51
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Amar

Extraído de Love, Sweet Love



Semeado por Ana Flora às 13h06
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Sintonia

Para Maria das Couves

 

É magia

Ela que nos une

Almas que entrelaçam

Escrevendo rimas pelo céu

É sintonia

 Partituras - Jane Duboc e Flávio Venturini



Semeado por Ana Flora às 10h31
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