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Coisas da vida

Milton Nascimento

       

Nunca é igual
Se for bem natural
Se for de coração
Além do bem e do mal
Coisas da vida

O amor enfim
Ficou senhor de mim
E eu fiquei assim
Calado, sem latim
Coisas da vida

Como foi que eu cheguei aqui?
Quem me diria
Que esse era meu fim?
Olho no seu olhar
A festa de estar
De bem com a vida

O luar girou
A sorte me pegou
Tesouro, te encontrei sem garimpar
No ouro da paixão
Na febre da paixão
Que estão em mim

Ser o senhor e ser a presa
É um mistério
A maior beleza
Amor é dom da natureza
Amar é laço que não escraviza

Ser o que serve 
E o que é servido
Só o amor é tão bonito!
Ser o que planta 
E sentar à mesa

Amor é dom da natureza
Água que limpa e mata a nossa sede
Sede de viver, de deixar viver
De fazer viver e de ser feliz



Semeado por Ana Flora às 19h07
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Vem cá, minha menina



Pinta e borda comigo
                                              Me mostre
                                                                             Me exponha

Semeado por Ana Flora às 17h54
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Pra que respirar?
posso ouvi-la, fremindo,
maciez de noite.
 
Soares Feitosa



Semeado por Ana Flora às 17h39
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O pavão

Rubem Braga

Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão.

Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar.

Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.



Semeado por Ana Flora às 18h11
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Virada cultural - São Paulo 24 horas com você

Prefeitura de São Paulo

 

QUANDO
Das 14hs do dia 19 de novembro às 14hs do dia 20.

ONDE
O evento abrange todas as regiões da cidade, tendo como pontos principais, 24 horas, o Vale do Anhangabaú e os Jardins do Museu do Ipiranga, onde acontecem a abertura e o encerramento.

ESPECIAL TRANSPORTES
O METRÔ vai funcionar 24 horas pela primeira vez em sua história.

Haverá uma linha de ônibus especial, gratuita, entre 23h do sábado e 6h do domingo, com 12 veículos, ligando alguns dos principais pontos do Virada. O percurso começa no Museu do Ipiranga, segue para Av. Paulista (Casa dos Rosas), Rua da Consolação (Pça. Franklin Roosevelt), Pça. Ramos de Azevedo (Anhangabaú), Av. São João (Galeria Olido), Rua Clélia (SESC Pompéia), Lgo. do Paissandu, Av. São João (Galeria Olido/Anhangabaú), Av. Ipiranga, Rua da Consolação (Pça. Roosevelt), Av. Paulista (Casa das Rosas) e Museu do Ipiranga.

Além disso, as 1.300 linhas de ônibus da cidade vão operar normalmente durante o dia, incluindo ônibus adaptados para o transporte de pessoas portadoras de deficiência. Durante a madrugada haverá reforço das linhas noturnas e frota extra nas ruas. Estarão disponíveis, ainda, oito vans do serviço ATENDE, especial para pessoas portadoras de deficiência. O serviço poderá ser solicitado no telefone 156.

SOBRE O EVENTO
O Projeto Virada Cultural, promovido pela Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria da Cultura e da São Paulo Turismo, acontecerá em sua primeira edição das 14hs do dia 19 de novembro às 14hs do dia 20.

Serão 24 horas de cultura, com atrações pulverizadas e variadas, que vão estimular a população e seus visitantes a se apropriarem dos espaços públicos da cidade através da cultura. A maratona de atrações da Virada Cultural abrangerá todas as regiões da cidade, Centro, Paulista, zonas norte, sul, leste e oeste, tendo como pontos centrais o Anhangabaú e os Jardins do Museu do Ipiranga.

Shows irão tomar palcos construídos ao ar livre, diversas unidades do Sesc vão abrir, cinemas, feirinhas e lojas vão funcionar. Tudo isso do dia pra noite e da noite pro dia.

Veja a programação: Virada Cultural



Semeado por Ana Flora às 11h45
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Todo azul do mar

Flávio Venturini e Ronaldo Bastos


...Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor
E vinha pra ficar







Semeado por Ana Flora às 00h00
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Exterior

Waly Salomão

Por que a poesia tem que se confinar?
às paredes de dentro da vulva do poema?
Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
da greta
da gruta
e se espraiar além da grade
do sol nascido quadrado?

Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?
Por que a poesia não pode ficar de quatro
e se agachar e se esgueirar
para gozar
– carpe diem! –
fora da zona da página?

Por que a poesia de rabo preso
sem poder se operar
e, operada,
polimórfica e perversa,
não pode travestir-se
com os clitóris e balangandãs da lira?



Semeado por Ana Flora às 13h04
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Uma visão do paraíso

Ideatos Karmopoulos



Semeado por Ana Flora às 13h02
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Pôr-do-sol

O teu corpo moreno vai abrindo caminho


Foto: João Mota da Costa

 



Semeado por Ana Flora às 12h39
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Te Adorar

Lokua Kanza/ Carlos Rennó

Nada mais me atrai
Que tua tez morena, ai, ai, ai.
Talvez por eu ser o teu servo,
Com certa obsessão a observo.

Nada faz brilhar
E agrada mais ao meu olhar;
Pois, se eu te vejo, meu buquê,
Vejo o que eu mais desejo ver...

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Nada mais me traz
Felicidade e paz
Do que ver-te, ver-te sorrir;
É como sorver um elixir.

Fico a te focar;
Mergulho fundo no teu olhar.
Mesmo quando o gozo já vem,
Eu me afundo bem ali e além...

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar...
Te ter, me dar a tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar...
Te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar...
Te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Dez mil vezes, mil vezes dez! 



Semeado por Ana Flora às 11h44
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Pela Ciclovia

Marcos Valle - Jorge Vercilo

Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar
Onde anda o meu viver?
Quero vê-lo voltar
De mãos dadas com você
Na beirinha do mar

Só ele sabe
A natureza espontânea e saudável do seu gostar
Me tirou pra dançar com a própria vida
O que pode fazer esse conviver
Toma e opera milagres
Sem mais, transforma
O deserto em oásis
Por vezes, até parece miragem olhar você

Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar
Onde anda o meu viver?
Quero vê-lo voltar
De mãos dadas com você
Na beirinha do mar

Só ele sabe
Ah, não te ver na praia me desnorteia
Essa orla tão clara, toda essa areia
Parece um saara a me castigar
Ah, essa mente aérea recria o mar
Escorrendo em sua pele
A onda quebra, meu sonho se fere
E me faz voltar

Vai amanhecendo pela ciclovia
Ver você correndo, a vida se irradia
O leme, o lido, a barra, o sábado inteiro
O sol estende o seu tapete-luz só pra você passar
Mítica manhã dos pescadores
Salva-vidas, futevôlei
A bola pega em alguém lá no tai chi chuan
É como um balé à beira-mar
Olha, a bandeira do quiosque é um arco-íris

Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar
Onde anda o meu viver?
Quero vê-lo voltar
De mãos dadas com você
Na beirinha do mar
 


Semeado por Ana Flora às 08h34
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